Malouh Gualberto

Uma Paisagista do Século XXI

Odilon

“Como haverá surgido esta trilha? Como terá sido feita? Pelas mãos dos mateiros? Pelos pés dos que aqui passaram para ir não sei aonde? Ou pela ação da água, rasgando na mata o seu caminho? O que sei é que só trilhando que se faz a trilha”.

Frases como estas ilustram a exposição “Trilhas do Olhar”, com ecofotografias de Malouh Gualberto, fotógrafa que resolveu pegar sua câmera e registrar as riquezas da Mata Atlântica, presentes nos parques estaduais da Cantareira e do Jaraguá, localizados na capital paulista.

“A ideia da exposição é encantar as pessoas com a natureza e despertar nelas o interesse pela conservação”, explica a fotógrafa, que já registrou imagens pela Suíça, pela Amazônia, e, agora, chega a São Paulo – sua terra natal – onde sentiu falta de registros fotográficos da natureza local. Malouh, com “Trilhas do Olhar”, quer mostrar que ainda existe muita natureza na capital paulista e que ela está “ao alcance de todos”.

A exposição conta com 30 ecofotografias de 45×35 cm, dispostas em 10 painéis de 200×100 cm, que retratam as belezas naturais e a sociedade que vive ao redor das Unidades de Conservação de Mata Atlântica do Estado. A curadoria ficou por conta do artista plástico Odilon Cavalcanti, que complementa a exposição com frases marcantes e dicas aos ecoturistas.

Para registrar esta natureza conservada, Malouh contou com o apoio do Programa Trilhas de São Paulo. As ecofotografias presentes na exposição demonstram um pouco do que os ecoturistas poderão encontrar ao participarem do programa de ecoturismo da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA).

Como diz em um dos painéis: “entrar na mata é reaprender a ouvir, a olhar, a sentir as texturas, as formas e os volumes com todo o corpo e, principalmente, com a alma, os cheiros e sabores da mata”.

Rafael Coelho

Jorrnalista

Odilon Cavalcanti, companheiro de Malouh Gualberto foi um dos primeiros a perceber o talento dela para a fotografia da Natureza. Como curador de seu trabalho desde suas primeiras mostras, Odilon teve oportunidade de ver crescer sua fotografia de maneira similar à que a própria Natureza se manifesta, crescendo de uma simples semente e germinando com a força do sol, no segredo da terra, lançando raízes e despontando em extensões múltiplas e especializadas. não só trabalhou para ajudar que este fazer viesse à luz, como se contaminou dessa força explosiva de vida que Malouh dá à sua obra, passando a  aprender com ela os rudimentos de sua técnica e a  apoiá-la, também, produzindo imagens, mormente de detalhes da mata, complementando, assim, a visão paisagística de Malouh.
É parte deste trabalho que Odilon oferece à Malouh como homenagem a seu talento e esforço em favor à Natureza e por amor à ela.
Odilon tem em suas mãos o grande tesouro do talento.
Desta caixa mágica de surpresas, como bem dizia Rubem Alves,
que tanto nos inspirou.
A cada passo em sua vida novas experiências visuais,
cheias de poesias de luz, sua eterna inspiração, se doam a
nossos olhos, nos maravilhando.
Muito aprendi  com este artista das grandes harmonias,
nesses 50 anos que convivemos e que são estrada para mais
convívio. A cada olhar, nesta trilha onde aqui ele mostra parte
mínima. Pra mim é um deslumbre.
Mesmo com minha ansiedade eterna em fazer, consigo me
deter e pacificar minha alma.
Grata querido, muito querido artista.
Beijo, amor
Malouh.
Paisagista
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